Quando devo procurar um cardiologista pela primeira vez?+
A recomendação geral é iniciar a avaliação cardiológica por volta dos 35 a 40 anos, ou antes disso quando há histórico familiar de doença cardíaca, pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo ou prática de exercício intenso. Sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações ou desmaios exigem avaliação imediata, em qualquer idade.
Quais são os primeiros sinais de problema no coração?+
Os mais frequentes são dor, aperto ou queimação no peito, falta de ar em esforços que antes eram fáceis, palpitações, cansaço desproporcional, inchaço nas pernas, tontura e desmaio. Muitos casos, porém, são silenciosos: pressão alta e colesterol elevado costumam não provocar sintoma algum até a primeira complicação.
Quais exames o cardiologista pede na primeira consulta?+
Depende da história clínica e do risco de cada pessoa. Além do exame físico e da medida da pressão, é comum solicitar eletrocardiograma, exames de sangue (perfil lipídico, glicemia, função renal e tireoide) e, conforme o caso, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA ou escore de cálcio coronariano.
Qual é a pressão arterial considerada normal?+
Para a maioria dos adultos, valores até 120 por 80 mmHg são considerados ideais. Entre 130 e 139 por 85 a 89 mmHg já existe pressão limítrofe, e a partir de 140 por 90 mmHg em medidas repetidas fala-se em hipertensão. O diagnóstico nunca é feito com uma única medida: são usadas aferições em consultas diferentes e, quando necessário, monitorização de 24 horas.
Colesterol alto tem sintoma?+
Não. O colesterol elevado é assintomático e só é identificado por exame de sangue. Ele age silenciosamente ao longo de anos, formando placas nas artérias, e por isso a dosagem periódica faz parte da avaliação preventiva, mesmo em pessoas jovens e sem queixas.
Com que frequência devo fazer um check-up cardiológico?+
Adultos saudáveis e sem fatores de risco costumam repetir a avaliação a cada um ou dois anos. Quem tem hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico familiar ou já apresentou algum evento cardiovascular precisa de acompanhamento mais próximo, geralmente semestral, definido individualmente.
É possível prevenir o infarto?+
Grande parte dos eventos cardiovasculares está associada a fatores modificáveis: pressão, colesterol, glicemia, tabagismo, sono, alimentação, atividade física, peso e estresse. Controlá-los de forma consistente, com acompanhamento médico, é a estratégia com melhor evidência científica para reduzir risco ao longo da vida.
Qual a diferença entre cardiologia clínica e cardiologia preventiva?+
A cardiologia clínica trata doenças já instaladas e conduz o seguimento de quem tem diagnóstico. A cardiologia preventiva atua antes: estima o risco individual, identifica alterações iniciais e organiza um plano para evitar que a doença se manifeste — as duas frentes caminham juntas no cuidado de longo prazo.