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Mulher com doença no coração

Imagem: Shutterstock

As ​doenças do coração são as que mais matam em todo o mundo. As sete principais são: arritmia cardíaca, doença coronariana crônica/angina, valvopatias/endocardite, hipertensão arterial, infarto agudo do       miocárdio (doença coronariana aguda), insuficiência cardíaca e       miocardite. Quando ignoradas ou não diagnosticadas resultam em altas        taxas de mortalidade.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), por meio do seu Cardiômetro, indicam mais de mil mortes por dia, o que representa 43 óbitos por hora, em média. Para diminuir a mortalidade da população devido às ​doenças do coração​, é aconselhado que o paciente consulte-se uma vez ao ano com o cardiologista para avaliação personalizada com intuito de promover a saúde e reduzir o risco de doenças futuras.

Com essa avaliação periódica simples, podemos reduzir os índices alarmantes da atualidade. Uma percepção da gravidade das ​doenças do coração​, até o mês de setembro de 2019 — ou seja, em nove meses — o Cardiômetro já havia registrado mais de 291 mil vidas perdidas no país.

Doenças cardíacas comuns a população brasileira 

Como mencionado acima, as doenças cardíacas mais comuns são as que mais matam. Entretanto, quando diagnosticadas de forma precoce, são facilmente tratadas, proporcionando ao paciente vida normal, com mais qualidade e menor risco de doenças.

Saiba como cada uma das ​doenças do coração afetam a saúde do paciente e como cuidar de cada uma delas a seguir.

Arritmia cardíaca

A arritmia cardíaca caracteriza-se pelo batimento do coração de forma irregular, podendo a frequência cardíaca estar muito alta (taquiarritmias), ou muito baixa (bradiarritmias). Essa irregularidade resulta em sintomas como:

  • Falta de ar;
  • Cansaço;
  • Sudorese;
  • Palpitação;
  • Sensação de desmaio;
  • Síncope;
  • Entre outros.

O tratamento dessa ​doença do coração pode ser por via medicamentosa, com o uso de antiarrítmicos. Medidas não medicamentosas como dieta saudável, menor ingesta de alimentos e bebidas estimulantes como álcool, café e refrigerantes, atividade física   regular e melhora da qualidade do sono também fazem parte do tratamento.

Em casos selecionados o tratamento intervencionista como a ablação cardíaca é uma ferramenta possível.

Doença coronariana crônica – Angina

Uma das ​doenças do coração comuns na população brasileira é a doença coronariana crônica, manifestada clinicamente por angina. Essa doença tem como principal sintoma dor torácica em aperto deflagrada ao esforço físico progressivo.

A dor é resultado da isquemia que é gerada pelo desbalanço entre a oferta e o consumo de oxigênio do coração. Geralmente esse desbalanço se dá por uma placa de gordura (aterosclerose) que obstrui a artéria, limitando o aumento da oferta de oxigênio exigida durante aumento do consumo pelo músculo do  coração.

Quando o organismo é submetido a esforço físico ou estresse elevado, a demanda de oxigênio exigida pelo músculo cardíaco aumenta e a limitação da oferta pela placa de gordura obstrutiva, gera esse desbalanço citado acima e, consequentemente, a isquemia do coração. A manifestação clínica desse mecanismo é a dor no peito, o que caracteriza a angina.

O diagnóstico dessa condição é feito pela história clínica e confirmado com exames complementares. O tratamento medicamentoso é realizado em todos os casos e muitas vezes o tratamento intervencionista é necessário. Angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio são as opções de intervenção coronariana mais comuns.

Valvopatias / Endocardite

As principais doenças valvares são: prolapso da valva mitral com insuficiência valvar, febre reumática que pode acometer todas as quatro valvas. Entretanto, a valva mitral e a aórtica são as mais acometidas e que se manifestam com insuficiência e/ou estenose (obstrução) valvar.

Outras doenças do coração que se enquadra como valvopatias são as doenças degenerativas acometendo principalmente a valva aórtica e levando à estenose aórtica (obstrução da valva aórtica), comum em idosos.

 O diagnóstico é feito através da história clínica e do exame físico e confirmado por exames complementares. O tratamento é feito com medicação, contudo, muitos casos necessitam de tratamento intervencionista através de cateterismo ou cirurgia.

 Existem outras doenças valvares menos comuns, contudo é importante destacar a endocardite infecciosa. Mais comum em pessoas que já possuem doença valvar estrutural, como essas citadas anteriormente, a endocardite é uma doença grave, caracterizada pela infecção da valva cardíaca com piora da status funcional da valva acometida, além do comprometimento global do organismo pela infecção.

Febre e calafrios  são os principais sintomas, além de outros dados na história clínica que em conjunto com o exame físico (muito rico) possibilita o diagnóstico que é confirmado com a cultura do sangue e o ecocardiograma.

Homem com doença no coração

Imagem: Shutterstock

Hipertensão arterial

 A hipertensão arterial sistêmica é uma das doenças mais prevalentes. Estima-se que aproximadamente 30% da população seja hipertensa. Pressão arterial igual ou acima de 140 x 90 mmHg é considerado hipertensão estágio 1 e deve ser tratada.

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para AVC, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e aneurisma de aorta. Controlar a pressão, portanto, é fundamental na prevenção desses eventos que podem ser fatais.

Infarto agudo do miocárdio 

O Infarto agudo do miocárdio é a doença que mais mata adultos no mundo. Cerca de metade das pessoas que sofrem o infarto morrem antes de chegar ao hospital.

A manifestação clínica mais comum do infarto do miocárdio é a dor no  peito de forte intensidade, de aparecimento súbito e duração prolongada, mais do que 20 minutos. A recomendação mais importante para as pessoas que sofrem o infarto do miocárdio é procurar um serviço médico de emergência o mais breve possível. Quanto mais rápido for o diagnóstico e a abertura da artéria, melhor.

“Tempo é   músculo”. No infarto, um coágulo formado em cima da placa de gordura obstrui a artéria subitamente bloqueando o fluxo de sangue/oxigênio para o músculo cardíaco levando a isquemia e necrose. O diagnóstico é feito pelo sintoma de dor no peito e confirmado através do eletrocardiograma de repouso e dos marcadores cardíacos colhidos no sangue.

Insuficiência cardíaca

Quando o coração não consegue suprir a demanda metabólica exigida pelo organismo, ou faz às custas de altas pressões de enchimento. Várias doenças cardíacas e não cardíacas podem levar à insuficiência cardíaca, que tem como seu principal sintoma a falta de ar aos esforços e ao deitar-se.

A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de internação hospitalar, e declínio na qualidade de vida. O diagnóstico também é feito através da história clínica e do exame físico.

Exames complementares são importantes na confirmação diagnóstica e definição prognóstica. O tratamento é realizado com medidas não medicamentosas e medicamentosas (amplo arsenal terapêutico).

 O uso de marca-passo ressincronizador, desfibriladores implantáveis, dispositivos de assistência ventricular mecânica, entre outros procedimentos podem ser utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca caso a caso.

Miocardite

A miocardite genericamente significa inflamação do miocárdio e vigora entre as principais doenças do coração. Diversos   microrganismos podem causar miocardite, os vírus são os mais  comuns. Muitas vezes a miocardite pode se manifestar de forma silenciosa, entretanto quando há sintoma, os principais são: dor no peito, falta de ar e febre.

O diagnóstico é desafiador, principalmente porque a história e o exame físico, embora imprescindíveis, necessitam de complementação com exames para a precisão diagnóstica.

O  tratamento dependerá do grau de inflamação no músculo cardíaco e da presença ou não do vírus no tecido cardíaco. Essas informações são captadas através da biópsia endomiocárdica. Essas são apenas algumas doenças do coração ​identificadas pela medicina na atualidade.

É importante procurar aconselhamento  cardiológico ao menos uma vez ao ano no intuito de promover saúde e reduzir o risco de doenças do coração.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC);

Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac);

Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein;

Ministério da Saúde.

Em casos de emergência        (11) 95960-9698